
O amadurecimento na avaliação dos processos de negócio, e a forma com que as melhorias e evoluções dos mesmos podem ser realizadas, são objetos de estudo de pesquisadores desde o início da década de 50. As adequações e mudanças nos processos devem poder refletir as decisões gerenciais em tempo hábil de forma que a empresa não perca espaço em seu mercado atuante. É nesse contexto que a tecnologia da informação vem sendo aplicada: no sentido de aperfeiçor, agilizar e facilitar a BPM.
A problemática do Gerenciamento de Processos de Negócio foi bem ilustrada por Howard Smith e Peter Fingar em seu livro Business Process Management: The third Wave, onde não somente ilustram a evolução do pensamento acerca da BPM como também propõem uma nova abordagem sobre o assunto, integrando os conceitos da melhoria contínua e da reengenharia e transformando os trabalhos de processos em programas contínuos de gestão. A chamada Terceira Onda (Third Wave), também foca na importância da aplicação da tecnologia como ferramenta auxiliar tanto no mapeamento como também na execução e no monitoramento do desempenho dos processos.
O ideal de um Sistema de Informação voltado para BPM é que fosse criado de acordo com a concepção de BPMS. Porém, soluções completas de BPMS (Business Process Management Software) aplicando definições como as encontradas nas publicações do Gartner Group, ainda não são facilmente encontradas em implantação. Segundo Vinícius Amaral, atualmente espera-se de uma verdadeira solução de BPMS que:
1. Seja aderente aos padrões da área (BPMN, BPEL e/ou BPML);
2. Permita modelar processos de negócio, podendo também simulá-los e documentá-los extensivamente;
3. Tenha componentes prontos para integração com sistemas heterogêneos. Integrações via Web Services, JMS e JCA são básicas, sendo esperados mecanismos prontos para conectar com ERPs (SAP, Peoplesoft, Oracle E-Business Suite etc.);
4. Possua componente de BAM (Business Activity Monitoring) ou integre-se nativamente a um produto deste tipo. Uma solução de BAM monitora em tempo real os indicadores dos processos, e permite que os gestores tomem ações corretivas imediatamente;
5. Possua componente de BRM (Business Rules Management) ou integre-se nativamente a um produto deste tipo. Um BRM permite separar as regras dos processos do código de aplicação, permitindo que usuários de negócios configurem estas regras de forma ágil e transparente;.
Hoje, podemos contar no mercado com soluções que atendam isoladamente os pontos acima e agregá-las de forma que tenhamos sistemas que venham a contribuir agregando valor às etapas da BPM.
Sendo assim, vemos os Sistemas de Informação como peças chaves junto a BPM à medida que fornecem meios para a análise, medição, tomadas de decisões, e rápida modificações nos processos mapeados.
Referências
AMARAL, V. Bpm – afinal, o que ´ e (e o que n˜ ao ´ e) isso? iProcess. Dispon´ ıvel em:
<http://www.iprocess.com.br/artigos/1.htm>. Acesso em: 28 jun. 2009.
AMARAL, V. Bpm – afinal, o que é (e o que não é) isso? iProcess. Disponível em: <http://www.iprocess.com.br/artigos/1.htm>. Acesso em: 28 jun. 2009.
SMITH, P. F. H. Business Process Management: The third Wave. São Paulo: Meghan Kiffer Pr, 2003.